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Resist??ncia Isl?�?�?�?�mica

Um novo vento do deserto que nos sussurra...

junho 30, 2003

Finalidade da oração no Islão

A oração (Salat) constitui um dos pilares do Islão e é considerada como a base fundamental da Religião.
Um dos instintos do homem é a inclinação para a adoração dos grandes seres, e a aspiração aos fins mais nobres. O Ser supremo e o fim mais alto de todos é Deus.
A melhor maneira de cultivar no homem uma personalidade sã e de lhe actualizar as aspirações num processo maduro desenvolvido é a Oração. Negligenciar a oração significa oprimir as boas qualidades da natureza humana e negar-lhe sem razão nenhuma o direito de adorar e amar, o direito de aspirar e ascender, o direito de exceder-se na bondade de atingir alvos nobres. Tal opressão e negação constitui uma injúria sumamente grave e destrutiva. É nisso que residem o significado e a vitalidade da prece na vida do homem.

Deve ter-se sempre presente o facto de Deus não precisar da oração do homem, porque Ele é livre de qualquer necessidade. Ele só está interessado na nossa prosperidade e nosso bem estar em todos os sentidos. Ao sublinhar a necessidade de orarmos e ao encarregar-nos de qualquer dever, Ele tenciona ajudar-nos; porque o que fizermos de bom será em nosso benefício, e todo o mal que cometermos será contra as nossas almas.
Aqui, mais uma vez, o centro de gravidade é o homem, e o interesse comum dele é a maior preocupação. O proveito que o homem pode tirar da oração islâmica é infinito, e a bênção da prece excede a imaginação. Esta não é uma mera «teoria» ou presunção convencional; é um facto fascinante de e uma experiência espiritual. Eis aqui as razões da eficiência da oração islâmica:

1) Reforça a fé na existência e na bondade de Allah, transmitindo a mesma fé aos recantos mais íntimos do coração humano.
2) Aviva a fé, tornando-a construtiva na vida prática.
3) Ajuda o homem na compreensão das suas aspirações naturais e instintivas à grandeza e alta moralidade, à excelência e a uma vida virtuosa.
4) Purifica o coração, desenvolve o cérebro e cultiva a consciência.
5) Estimula os elementos positivos e honrados que o homem tem eliminando as tendências más.

Ao analisarmos a oração islâmica e ao estudarmos a natureza única desta, tornar-se-á óbvio o facto de ela não ser apenas uma prática física ou uma recitação formal do Livro Sagrado. É simultaneamente uma fórmula ímpar de meditação intelectual e devoção espiritual.

posted by Sameer  # segunda-feira, junho 30, 2003
Ainda está tudo no princípio (parte 2)

A Alemanha e a França em breve descobriram que a coligação anti-terrorismo a que tinham aderido, não se tratava afinal de um fórum de discussão e de troca de ideias e políticas de segurança. Tratava-se afinal de uma distribuição de tarefas pelos membros por parte de Washington. Mesmo as Nações Unidas foram tratadas em termos idênticos.

Depois de obtida a resolução 1368 sobre os ataques às torres, Washington nunca mais a mencionou, antes ou depois da guerra com o Afeganistão. O hiato entre a Europa e os EUA aumentou quando após o Afeganistão os EUA olharam em seu redor em busca de um novo alvo, quando oficiais do Pentágono simularam a fuga de informação que previa um ataque ao Iraque com cerca de 200.000 homens.

Pareceu na altura que Washington procurava preencher o vácuo de ameaças deixado pela União Soviética, com a ameaça do terrorismo, e pelo meio prosseguir com a agenda neoconservadora de aumento das despesas com a Defesa e a Segurança.
No caso do bloco soviético, tratava-se de uma ameaça palpável, circunscrita e localizada.

Agora por contraste não existiam blocos independentes terroristas claramente identificáveis. Ao contrário do fascismo, do capitalismo ou do socialismo, o terrorismo não é uma ideologia. É um método, ao alcance não só de indivíduos e grupos, mas também de governos.

George W. Bush declarou que :” So long as anybody is terrorising established governments, theres need to be a war.” – Ou seja… uma receita para guerra sem fim. Os EUA, a China ou a Índia podem facilmente derrotar inimigos que pratiquem o terrorismo, sem necessariamente remover a causa que os levou à pratica desses actos.

(continua)


posted by Sameer  # segunda-feira, junho 30, 2003
Ainda está tudo no princípio (parte 1)

A Europa há mais de 35 anos que começou a sofrer com o flagelo do terrorismo, emanado de grupos radicais nacionalistas como a ETA em Espanha, o IRA no Reino Unido, ou extremistas de esquerda como a Brigadas Vermelhas em Itália. E os europeus foram extremamente bem sucedidos na combinação da supressão dos mesmos, com a resolução política.

Dando atenção às queixas da minoria católica que sofria de discriminação por parte da maioria protestante, o governo britânico foi bem sucedido na cooptação do Sinn Fein na gestão da província da Irlanda do Norte em coligação com os seus adversários protestantes.

Os líderes europeus foram lestos a oferecerem a sua simpatia aos Estados Unidos após o 11 de Setembro. Diversos membros europeus da OTAN ofereceram assistência militar aos EUA nos seus planos contra o Afeganistão. Mas Washington apenas acolheu o Reino Unido.

A maioria dos europeus esperava que esta experiência traumática, levaria a administração Bush a adoptar uma política multilateralista e a descer do pedestal do unilateralismo, como foi sinalizado após Bush:

1) Ter recusado a mediar o conflito Israel-Palestina;
2) Após ter abandonado o Protocolo de Quioto;
3) Após ter abandonado o a tratado que bania testes nucleares (CTBT)
4) Após ter boicotado a convenção que proibia a manutenção de armas biológicas
5) Após ter retomando o programa da Guerra das Estrelas

Mas a Europa viria a ser desiludida.

(continua)

posted by Sameer  # segunda-feira, junho 30, 2003
Obrigado Ricardo

Obrigado ao Ricardo Rafael (não sei qual é o seu URL) por me ter incluído na discussão sobre o Sionismo, mas acontece que tenho tido alguma dificuldade temporal com a tradução dos últimos posts (que são longos) pelo que me perdi algures. Tentarei compensar.
posted by Sameer  # segunda-feira, junho 30, 2003

junho 27, 2003

Osmose

Engraçado como o poder flui sempre nas mesmas direcções. O antigo palácio de Saddam Hussein, é agora ocupado por Paul Bremmer, o enviado americano para o Iraque. Ao que parece, não com menos mordomias...
posted by Sameer  # sexta-feira, junho 27, 2003
Brother Al-Sahhaf.

O Mwana revive Al-Sahhaf.

Algumas das suas melhores tiradas:

There are no American infidels in Baghdad. Never!"

"My feelings - as usual - we will slaughter them all"

"Our initial assessment is that they will all die"

"I blame Al-Jazeera - they are marketing for the Americans!"

"God will roast their stomachs in hell at the hands of Iraqis."

"They're coming to surrender or be burned in their tanks."

"No I am not scared, and neither should you be!"

"Be assured. Baghdad is safe, protected"

"Who are in control, they are not in control of anything - they don't even control themselves!"

"We are not afraid of the Americans. Allah has condemned them. They are stupid. They are stupid" (dramatic pause) "and they are condemned."

"The Americans, they always depend on a method what I call ... stupid, silly. All I ask is check yourself. Do not in fact repeat their lies."

"I can say, and I am responsible for what I am saying, that they have
started to commit suicide under the walls of Baghdad. We
will encourage them to commit more suicides quickly."

"I can assure you that those villains will recognize, will discover in appropriate time in the future how stupid they are and how they are pretending things which have never taken place."

"We have destroyed 2 tanks, fighter planes, 2 helicopters and their shovels - We have driven them back."

"The authority of the civil defense ... issued a warning to the civilian population not to pick up any of those pencils because they are booby traps," he said, adding that the British and American forces were "immoral mercenaries" and "war criminals" for such behavior.
"I am not talking about the American people and the British people," he said. "I am talking about those mercenaries. ... They have started throwing those pencils, but they are not pencils, they are booby traps to kill the children."

"We have them surrounded in their tanks"

"The American press is all about lies! All they tell is lies, lies and more lies!"

"I have detailed information about the situation...which completely proves that what they allege are illusions . . . They lie every day."

"Lying is forbidden in Iraq. President Saddam Hussein will tolerate nothing but truthfulness as he is a man of great honor and integrity. Everyone is encouraged to speak freely of the truths evidenced in their eyes and hearts."

"Now even the American command is under siege. We are hitting it from the north, east, south and west. We chase them here and they chase us there. But at the end we are the people who are laying siege to them. And it is not them who are besieging us."




posted by Sameer  # sexta-feira, junho 27, 2003
Assassination is wrong, even for tyrants

Saddam Hussein has now been killed three times by US forces in Iraq - unless they missed him and he is still alive. That seems to be the situation after the latest "strike" last week on a convoy of vehicles somewhere near the Syrian border. As always, it is a confused story. The Pentagon will not say whether the attack was the result of intelligence or was just launched on a hunch. It is not confirmed whether Syrian border guards were killed or wounded during the action. The convoy may or may not have included a party of smugglers. What is clear is that the US feels entitled to launch a Hellfire missile whenever it sees some unidentified vehicles heading for Syria. The message is that Ba'athists, smugglers or ordinary travellers should all beware.

What seems lost in Washington's post-strike inquiry is any scruple as to whether the US is justified in behaving this way. It is not just that, once more, innocent Iraqis may lose their lives because they are in the wrong place at the wrong time, or that the desert is not a free-fire zone. The aim of the war, Mr Bush reiterated time and again in the run-up, was to "bring to justice" the Iraqi leader and his associates. Many Iraqi civilians in recent weeks have also raised their own demand that their former rulers should be brought to account. Of course there may be reasons why the US would find it inexpedient to put Saddam on trial - for a start he might say something about the support he enjoyed from Washington in the Iraq-Iran war. But to obliterate him with an anti-tank weapon is a policy of vengeance, not of justice.

Accepting for the sake of argument Washington's claim that the war was not illegal, the earlier "strikes" on Saddam of March 19 and April 7 could perhaps be regarded as part of the military action. That is not a reasonable claim today when the US, as an "occupying force" under the Hague and Geneva conventions, must accept much stricter constraints. (Washington rejects the definition: we prefer the judgment of Kofi Annan.)

Military resistance to the US is continuing, but this does not entitle the Pentagon - which denies that the Iraqi opposition is under central control - to kill indiscriminately. Washington's shift to the offensive against Saddam's remnants has an air of desperation, as public opinion begins to chafe at mounting casualties. Yet whether it is Saddam or smugglers, the US does not have the right to blast them from the air.

posted by Sameer  # sexta-feira, junho 27, 2003

junho 26, 2003

Police Job

Today on my way to the mosque, I had a car accident. It was an young and reckless girl driving the other car. She saw me, in my full tradicional outfit, my white turban. She called the police.

A uniformed police officer, asked my ID. I presented it. My lovely and old Iranian passport. Farsi scripts all over. The middle agged man muttered something, which my poor portuguese is already enough to recognize as an racist insult.
Poor performance.
posted by Sameer  # quinta-feira, junho 26, 2003
WMD

Um dos meus leitores enviou-me este trabalhoso e imaginativo site sobre armas de destruição maciça iraquianas. Vale a pena.
posted by Sameer  # quinta-feira, junho 26, 2003

junho 23, 2003

O polvo Iraniano

Nas últimas semanas as forças militares dos EUA estacionadas no Afeganistão, têm sido atacadas com maior frequência do que anteriormente, levando vários jornais mundiais a publicitarem “um ressurgimento das forças talibãs”. Mas, tendo vivido quase 12 anos em Isfahan no Irão, penso estar em posição para com alguma certeza poder afirmar que estamos a assistir a manobras de diversão por parte de Teerão.

À medida que o Irão é encostado à parede pela comunidade internacional, começa a lançar os longos tentáculos da sua influência junto de alguns movimentos radicais.

Convém não nos esquecermos que a cúpula do movimento Hezb-i-Islami está baseada em Teerão e é por isso mesmo facilmente influenciável. O Irão ajudou o Hezb-i-Islami a estabelecer linhas de abastecimento ao longo de todo o Afeganistão, tornando-se assim na força de resistência mais organizada e bem preparada do Afeganistão.

O uso de bombistas suicidas, como no ataque ao autocarro com soldados alemães, vem claramente de fora. Os americanos enfrentam dia após dia uma resistência mais organizada, mais combativa e mais eficiente, principalmente nas áreas de Kandahar e Jalalabad. A presença dos EUA no Afeganistão está cada vez mais a lembrar-me a presença soviética... Um ataque inicial com pouca resistência, e após uma certa acalmia anos e anos de resistência e tácticas de guerrilha que acabaram por desgastar o Exército Vermelho. Os EUA nunca irão sofrer o tipo de humilhações militares impostas aos russos, mas mesmo um constante e ténue desgaste nas forças americanas pode trazer os seus custos.

Este é o cenário perfeito para o Irão, que lança a sua influência religiosa junto da população xiita no Iraque, destabilizando o território como temos visto (média de um soldado americano morto diáriamente) e obriga os EUA a uma presença prolongada no Afeganistão, aproveitando ao mesmo tempo o desejo crescente junto de alguns interesses paquistaneses, para um novo controlo da região de Quetta.


posted by Sameer  # segunda-feira, junho 23, 2003

junho 17, 2003

Relações Estado-Igreja

O Islão evoluiu de forma diferente da do judaísmo e do cristianismo, as outras religiões monoteístas existentes na Arábia e nos territórios circundantes e que tantas vezes foram mencionadas nas revelações divinas do Profeta Muhammad.

No caso do Islão a religião era o Estado – com o Profeta agindo como comandante militar, cobrando impostos, fazendo e aplicando a lei. Contrastando com isto Cristo faz uma clara distinção entre o que é de Deus e o que é de César (a César o que é de César, a Deus o que é de Deus), desde esse momento que o cristianismo faz claramente a distinção de duas autoridades, a Igreja e o Estado, existindo por vezes em harmonia, por vezes em conflito. Quanto ao judaísmo a situação é pouco clara, o judaísmo clássico rabinista emerge apenas após o estado hebreu ter deixado de existir. O judaísmo cai portanto de forma pouco fácil entre o Islão e o Cristianismo no que respeita às relações entre Estado e Igreja.
posted by Sameer  # terça-feira, junho 17, 2003

junho 16, 2003

Back Online

Este blog esteve temporariamente fora de serviço, mas voltou agora em força.
Obrigado.
posted by Sameer  # segunda-feira, junho 16, 2003

junho 09, 2003

Roteiro para a Paz

Hoje num post no Intermitente, aponta-se inequivocamente e com uma clareza muito própria de quem vê as coisas sentado no sofá, que os palestinianos estão e pressupõe-se que propositadamente a fazer descarrilar o processo de paz no Médio Oriente, com Arafat por trás a manipular tudo tal qual um “puppeteer”.

Para o Intermitente “Israel começará hoje a desmantelar os colonatos”, vistas as coisas sob este ponto de vista, realmente Israel parece estar a dar passos sérios. Mas o que o Intermitente não sabe, é que os supostos colonatos que Israel se comprometeu a desmantelar são neste momento, construções desabitadas, barracos velhos construídos ilegalmente (aliás como qualquer outro colonato) mesmo segundo o ordenamento dos colonatos israelita. Trata-se de uma acção para “inglês ver”. Um começo é certo, melhor do que nada com certeza, mas não se pode começar a afirmar que os israelitas estão a desmontar os colonatos, porque ainda não estão.

O problema deste processo de paz é pensar que Abu Mazen controla os palestinianos ou sequer que os representa. Em lugares como por exemplo Ramallah, 1 pessoa em 200, porventura simpatiza com Abu Mazen e o considera seu representante, os outros 199 palestinianos consideram-no uma espécie de colaboracionista, escolhido pelos americanos. Preferindo sempre Arafat e assim conferindo-lhe a legitimidade que Israelitas e Americanos lhe querem tirar. Pensar que Abu Mazen pode fazer parar as acções de grupos como as brigadas al-Aqsa, o Hamas ou a Jihad Islãmica é não conhecer a realidade actual no terreno. Neste momento Abu Mazen é tudo menos o “homem dos palestinianos”, basta ver a entrevistas que se fazem nas ruas da palestina. Os militantes não gostam também de ouvir Abu Mazen referir-se aos seus actos de militância resistente como “actos terroristas”. Aos palestinianos não lhes basta ver a questão do Estado Palestiniano resolvida, há ainda a questão dos refugiados, sobre a qual nada está a ser feito. Tão pouco por Jerusalém.



posted by Sameer  # segunda-feira, junho 09, 2003

junho 04, 2003

Agradeço à Soda Cáustica as amáveis palavras que me dirigiu por email e tentarei corresponder às expectativas que deposita neste blog, inshallah.

Parece-me interessante esclarecer a origem e o alinhamento dos vulgarmente tratados na comunicação social por seitas. Como os Alauítas, Ismaelitas, Kemalistas, Druzes, Yazidis, Zaydis, e os Dawoodi Bohra entre outros.

Alauítas


Os Alauítas, também conhecidos por “os seguidores de Ali”, são na realidade um grupo étnico na mesma dimensão em que são um grupo religioso. Encontram-se principalmente na Síria, mas também em partes do Líbano ou da Turquia. Alguns estudiosos sugerem que os Alauítas talvez sejam descendentes de uma tribo do sul da Arábia.

Surgidos a partir de um movimento pré-islâmico (gnóstico), vieram a sofrer claras influências ismaelitas que empurraram este movimento para o Islão.

No entanto com as Cruzadas e talvez alguma influência Bizantina, os Alauítas acrescentaram algumas ideias cristãs às suas novas práticas. Ainda hoje os Alauítas celebram a Páscoa e o Natal e usam vinho sacramental em algumas das suas cerimónias.

Apesar dos Alauítas reclamarem ser muçulmanos, nem todos os muçulmanos aceitam esta ideia. Há quem os julgue shiitas, mas as suas doutrinas não têm nada do shiismo. Podem facilmente ser detectadas as influências ismaelitas. As ideias dualistas e a crença num sistema de incarnação divina. Para os seguidores desta seita, Ali é visto como o Significado (ma’na), Muhammed que Ali supostamente criou da sua Luz e Salman Al-Farsi é visto como a “porta”. Daí os Alauitas dizerem:

“Viro-me para a Porta, inclino-me perante o Nome e adoro o Significado.”

Os Alauítas acreditasm que todos os seres humanos foram estrelas em tempos, que cairam dos céus por desobediência, tendo todos de reencarnar 7 vezes para pudermos voltar ao reino das luzes, onde Ali reina.
Para os Alauítas as mulheres não possuem alma, o que está totalmente em oposição à doutrina Islâmica. Antes de falecer o Iman Musa as-Sadr líder shiita libanês passou uma fatwa em que declara que todos os Alauítas eram também muçulmanos.

posted by Sameer  # quarta-feira, junho 04, 2003

junho 03, 2003

Obrigado caro Mwana pela menção.

Sharia

A palavra sharia significa “o caminho para uma fonte de água”, querendo significar o alívio, o refrescar, a sobrevivência, perante um procedimento menos correcto, uma infracção. Denota uma forma de estar na vida e de viver e é muito mais do que um simples sistema de justiça criminal. É um código de vida, da mesma forma que a Bíblia oferece um programa moral aos cristãos.
É adoptada pelos muçulmanos em maior ou menor grau, consoante a sua consciência pessoal mas também pode funcionar como lei instituída por um estado ou tribunais. Alguns tribunais adoptam alguns elementos da sharia, no que respeita às heranças, a problemas bancários e contratos.

A sharia oferece um código de conduta sobre todos os elementos da vida, desde as orações, ao comportamento social, passando pelo jejum e pelo zakat (esmola). Decreta ainda que os homens e as mulheres devem vestir-se de forma modesta, o que em alguns países é exageradamente interpretado como devendo as mulheres usar o véu.

Esclarecido Mwana ?

posted by Sameer  # terça-feira, junho 03, 2003

junho 02, 2003

A mística muçulmana: O Sufismo (Ilmal Tasawwauf)
No Islão, sempre existiram místicos, «sedentos de Deus», que procuraram entrar com comunhão com Allah. Enquanto os racionalistas mutaziliitas ou asharitas se serviam da razão para elucidar as questões referentes a Allah e aos homens, os sufis clocam-se num terreno completamente diferente, pois o que buscam é a regra de vida e deixam-se conduzir unicamente pelo sentimento.

O nome «sufismo» provém da túnica de lã (lã em árabe= suf) que os seus defensores usavam. Julgou-se durante muito tempo que o sufismo derivava do monaquismo cristão, muito fervoroso no Egipto e na Síria, ou do ascetismo budista, mas tudo leva a crer que o misticismo nasceu espontaneamente no Islão.

Aliás o nosso Profeta podia ser apontado como um exemplo do místico que se retirava para a gruta do monte Hira. Os místicos muçulmanos baseavam-se nalguns versículos alcorânicos: “ Somos de Deus e a Ele retornaremos” Alcorão II, 156.O termo sufi surge em Cufa por volta do século VIII para designar os ascetas. Os primeiros sufis, tal como os monges cristãos, põem a tónica na penitência, no arrependimento, na luta contra as paixões, no gosto pela pobreza, na submissão total a Allah e na meditação que pode conduzir ao êxtase.

posted by Sameer  # segunda-feira, junho 02, 2003

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